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Você é Escolhida por Deus

    Talvez você carregue um sorriso por fora e, contudo, uma tempestade por dentro. Afinal, há dias em que o coração pede descanso, respostas e sentido, enquanto o mundo exige que você siga como se nada estivesse acontecendo. Em outras palavras, você não está aqui por acaso; há um chamado sutil batendo à porta da sua alma. Você foi encontrada pelo propósito espiritual feminino.

    Primeiramente, permita-se ouvir: nada que toca sua essência acontece sem propósito. Assim sendo, quando a inquietação cresce e as perguntas se repetem, não é apenas ansiedade; é direção. Logo, o que parece caos pode ser o início de um processo em que Deus reorganiza seus passos, porque você é escolhida por Deus — separada, chamada, destinada.

    Então, aceite esta conversa como um convite: olhar com honestidade para suas dores, sem medo de nomeá-las, e enxergar nelas um mapa. Portanto, ao longo desta reflexão, seguindo a leitura abaixo você será lembrada de que a sua história, ainda que marcada por lutas, está sendo alinhada por Alguém que pensou em você antes de tudo.

    Após a leitura, recomendo também o seguinte vídeo que certamente irá inspirar algumas mudanças interna sem você:

    Este vídeo é uma conversa íntima entre mulheres — profunda, empática e espiritual — sobre os 8 sinais de que você é uma mulher escolhida por Deus.

    Quando a alma clama por respostas

    Às vezes, o que aperta o peito não tem nome, porém ocupa espaço. You se vê fazendo listas, cumprindo tarefas, e, entretanto, a inquietação volta pedindo explicações que ninguém conseguiu lhe dar. Em síntese, essa sede por sentido não é fraqueza; é um sinal de que você está sendo chamada por Deus.

    Conforme Jeremias 29:11 — “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, pensamentos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança” —, há uma intenção sobre sua vida que ultrapassa o seu entendimento. Em princípio, você pode supor que essa promessa é para “os outros”, porém, ao passo que acolhe essa palavra, percebe que ela fala diretamente com você. Dessa forma, quando tudo parece sem direção, Deus lhe lembra que existe caminho, ainda que seus olhos não o vejam.

    Só para exemplificar, quando um projeto desmorona ou um emprego se vai, a sensação inicial pode ser queda livre. Contudo, posteriormente, portas improváveis se abrem: uma conversa, um convite, uma oportunidade que não estava no seu radar. Como resultado, você compreende que não estava sendo descartada; estava sendo redesenhada — designada para um propósito que ainda está florescendo.

    O peso invisível que ninguém vê

    Geralmente, as expectativas sobre a mulher são incessantes: ser forte, produtiva, disponível, gentil; e, ainda assim, não quebrar. Contudo, por dentro, as demandas se acumulam como caixas que quase ninguém ajuda a carregar. Por vezes, você diz “está tudo bem”, mas sua alma sussurra que precisa de Deus — agora.

    Em contrapartida ao que muitos pensam, reconhecer limites não é desistir; é maturidade. Aliás, quando você ora com sinceridade — “Pai, eu não tenho forças” —, inegavelmente a fraqueza deixa de ser rótulo e passa a ser ponte. De acordo com essa postura, você descobre que a graça encontra espaço exatamente onde você não dá conta.

    Por outro lado, ser separada por Deus não elimina tempestades; oferece abrigo nelas. Em resumo, quando ninguém compreende suas lágrimas, Ele compreende. Em virtude disso, no secreto, você encontra colo e, nesse colo, uma força que não é sua — é do Deus que a chamou, a ungiu e a guardou.

    Propósito não é conforto

    Antes de mais nada, cumprir um chamado não é caminhar por avenidas sem pedras. Pelo contrário, o caminho real tem curvas, ladeiras e buracos e, entretanto, é nesse terreno que a musculatura da fé nasce. Em suma, ser destinada não é passear; é peregrinar.

    A propósito, propósito pede renúncia: escolher o que cura, soltar o que aprisiona, admitir o que fere para tratar o que sangra. Em outras palavras, por mais que você queira preservar tudo como está, ocasionalmente será preciso deixar ir o que a diminui, a fim de abraçar o que Deus está gerando. Com efeito, cada “não” a uma mentira sobre você é um “sim” à identidade de mulher eleita.

    Inclusive, paz não é ausência de guerra; é presença de Deus no meio dela. Assim sendo, quando o coração treme, lembre-se: você não caminha sozinha. Portanto, ainda que doa, você não está órfã; está acompanhada pela mão que a separou e a ungiu para ir além.

    Quando tudo parece contra você

    De tempos em tempos, a resistência aumenta: mensagens atravessadas, portas que se fecham, opiniões que ferem. Todavia, oposição não significa erro automático; pode ser indicador de avanço. Por consequência, se a guerra cresceu, talvez você esteja tocando territórios que não queriam ser tocados.

    Nesse ínterim, a oração se torna seu fôlego. Ao mesmo tempo, você não ora para fugir; ora para permanecer. Em outras palavras, não pede apenas livramento; pede discernimento. Porque, por essa razão, é crucial distinguir o que é ataque do que é aprimoramento, e o que é correção amorosa do que é sabotagem.

    Logo que percebe a pressão, lembre-se: você é convocada por Deus. Por certo, o inferno não desperdiça munição com quem não representa risco. Entretanto, posto que Ele a elegeu, você segue. Diga-se de passagem: você não prossegue porque está forte; prossegue porque Ele é forte em você.

    As cicatrizes como medalhas

    Por vezes, cicatriz parece vergonha; contudo, aos poucos, ela se revela mapa. Afinal, cada marca conta de um lugar onde você caiu e, posteriormente, levantou. Em síntese, nenhuma ferida foi capaz de apagar quem você foi chamada a ser.

    Só para ilustrar, quando a traição de alguém que você amava incendiou sua confiança, o fogo doeu. Ainda que você quisesse esquecer, foi preciso olhar para a chama e permitir que ela refinasse o que não era ouro. Assim como o metal no cadinho, seu amor próprio foi depurado e, por consequência, mais puro e mais livre.

    Sem dúvida, mulheres eleitas renascem. À medida que tentam enterrá-las, elas descobrem raízes mais profundas. Desse modo, você aprende que não é o que a feriram; é o que Deus curou em você. Portanto, suas cicatrizes não a diminuem; a diplomam — são sinais de sobrevivência e de vitória.

    A voz que a chama

    De repente, uma inquietação suave empurra suas certezas. A princípio, você julga ansiedade; entretanto, quando ora, a inquietação muda de tom e vira direção. Em outras palavras, não é pressa; é convite — o Espírito Santo chamando-a para o novo.

    Todas as vezes que você aceita esse convite, portas improváveis se abrem: gente certa aparece, caminhos se alinham, oportunidades surgem onde, antes, só havia paredes. Por analogia, é como se o céu movesse o chão sob seus pés, a fim de que você avance no tempo correto.

    Assim que entende, você percebe: não é comum; é separada por Deus. Com toda a certeza, Ele não a chama para a superfície; chama para a profundidade. Por fim, isso explica por que você sente tanto, percebe tanto e chora sem saber por quê: é sensibilidade de quem foi designada para cuidar, interceder e guardar.

    Eleita

    Finalmente, reconheça: você não é pequena, perdida ou esquecida. Pelo contrário, você é escolhida por Deus — chamada, separada, ungida, destinada e convocada para um propósito que a ultrapassa. Em síntese, tudo o que você viveu foi preparo.

    Assim sendo, quando o medo falar alto, responda com esperança. Porque, conforme Jeremias 29:11, há pensamentos de paz escritos sobre você. Em conclusão, caminhe, a partir de agora, como quem crê que o Autor da sua história não desperdiça capítulos: Ele molda, refina e cumpre.